Depois de tantas
palavras ditas, venho provar das minhas. As letras que me pediram, que
esperavam, que me clamavam... neste momento estão cheias no prato que
hoje eu preciso me servir. Chegou o momento de mergulhar no oceano de
conselhos e me entregar às ondas de incentivo. Chegou a minha hora de se
reinventar, de tentar de novo, de pescar. O instante de jogar as redes
no mar e por cansar de esperar, aprender a nadar, é agora. É este, é o
momento.
Não
há canoas ou barcos, neste segundo preciso confiar nos meus braços. Não
há faróis, nem sinal de lâmpadas, agora quem dita a luz é o brilho dos
meus olhos, do fio dos meus sonhos. O amargo está na boca que grita a
força, que tenta convencer o corpo de não parar, de não se deixar levar
pelo frio presente na espinha. Eu preciso só parar de pensar, para não
ter medo de fraquejar. Só tentar engolir o nó na garganta que não me
deixa respirar. Eu só preciso não me entregar, não deixar de provar das
minhas palavras. Eu só preciso da certeza. Eu só preciso da presença. Eu
só preciso saber que nada é para sempre.
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